Quanto custa um número virtual e o que define o preço
Equipe AltiviaCloud · 5 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Você não paga pelo número, paga pela probabilidade de ele receber o código. Os quatro fatores que movem o preço e como calcular o custo por verificação concluída.
Não existe um preço só. O mesmo país custa diferente conforme o serviço, e o mesmo serviço custa diferente conforme o país. Isso confunde quem chega esperando uma tabela simples, então vale explicar o que está sendo cobrado de verdade.
Você não paga pelo número, paga pela entrega
Um número virtual não tem valor sozinho. O que tem valor é a probabilidade de aquele número receber o código de um serviço específico. Faixa que entrega em todo lugar é escassa e cara. Faixa marcada pela metade dos serviços é abundante e barata.
Por isso o preço se move: ele acompanha a oferta de faixas que ainda funcionam. Quando um serviço grande marca um bloco inteiro de numeração, o preço daquele par país+serviço sobe no dia seguinte, porque sobrou menos estoque que entrega.
Os quatro fatores
O serviço. Plataformas que investem pesado em antifraude custam mais. A diferença entre o serviço mais barato e o mais caro no mesmo país passa facilmente de dez vezes.
O país. Depende do custo de terminação da operadora local e de quanto estoque existe. País com mercado móvel grande e barato tende a sair mais em conta.
A concorrência pela faixa. Quanto mais gente disputando as mesmas faixas boas, mais caro. É oferta e demanda, atualizada continuamente.
O fornecedor por trás. A plataforma consulta mais de um fornecedor e usa o que tem estoque com o menor custo naquele instante — é o mesmo mecanismo que sustenta o failover quando um deles cai. Consolidar fornecedores tem efeito direto no preço, além do efeito na disponibilidade.
O que não entra na conta
Número que não recebeu código não é cobrado. Cancelou sem SMS, o valor volta integral. Expirou sem SMS, volta automaticamente, sem você pedir. Isso muda o cálculo: o preço de tabela é o custo do sucesso, não o custo da tentativa.
Vale conferir isso em qualquer fornecedor que você avalie. Cobrar por reserva, e não por entrega, é o detalhe que separa um preço baixo de verdade de um preço baixo na aparência.
Não há mensalidade nem mínimo. Você adiciona saldo por Pix e gasta conforme usa. Saldo parado não vira taxa.
Como estimar o seu custo real
O número que importa não é o preço unitário, é o custo por verificação concluída:
custo real = preço do número ÷ taxa de sucesso
Um número a R$ 2,00 que entrega em 90% das vezes custa R$ 2,22 por verificação. Um a R$ 1,20 que entrega em 40% custa R$ 3,00 — e ainda consome três vezes mais tempo do seu processo. O barato costuma sair caro exatamente aqui, e a conta só aparece se você medir a taxa de sucesso em vez do preço de tabela.
Se você automatiza isso, registre quantos pedidos terminam com código e quantos expiram. Sem esse número, você está comparando preços que não são comparáveis.
Onde ver os preços
O catálogo fica no painel, e também na API — GET /api/v1/prices devolve a tabela vigente por país e serviço, para você consultar antes de comprar. A documentação da API mostra a chamada completa.
Os valores podem mudar. Consultar antes de comprar, em vez de guardar uma tabela em cache, evita a surpresa de pedir um número achando que custa o de ontem.
A tabela vigente está em preços, e o catálogo por país e serviço, em números virtuais.